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Mostrando postagens de Dezembro, 2011

2011: o Brasil engoliu Belo Monte, na marra!

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Telma Monteiro
O processo de licenciamento de Belo Monte, sua imposição e aceitação política, contem fatos similares e já digeridos pela sociedade durante o também doloroso processo das usinas do rio Madeira. Desde 1997 eu me dedico a analisar documentos oficiais ou privados de projetos ligados ao setor elétrico e me impressiono como cresce o descaramento das autoridades do governo ao apresentar justificativas falsas para viabilizá-los.
Em 2011, acredito, tivemos a pior das demonstrações. Depois de ter passado no teste de resistência da sociedade de engolir sapos, a licença parcial de instalação inventada para apressar o início das obras da usina de Jirau, no rio Madeira, caiu como uma luva no caso de Belo Monte. O cinismo foi tanto que o Ibama nem se importou em "oficializar" a ilegalidade, pois contava com um precedente.
Empresas e instituições públicas, prontas para abocanhar o projeto da chamada terceira maior hidrelétrica do mundo, ignoraram solenemente os impactos socioam…

Liberação de obras de Belo Monte sem redução de impactos é carta branca para o caos na região, diz MPF

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Derrubada da decisão que exigia o cumprimento de ações de minimização dos impactos socioambientais da hidrelétrica pode causar prejuízos irreparáveis, afirmam procuradores da República no Pará
A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) que liberou a instalação do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte sem o cumprimento de ações de prevenção e redução dos impactos socioambientais do projeto – as chamadas condicionantes foi considerada temerária pelo Ministério Público Federal no Pará.

Energia e Sustentabilidade, 28 de dezembro

Energia e Sustentabilidade

Um ano quase novo e o paraíso chamado Brasil

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Por A. Coutinho
"Certo, se no princípio de tudo eles levavam nosso pau (brasil), hoje pouco mudou, pois vivem levando nosso... ferro; seja de Carajás ou das Gerais, pouco importa. Mas isso é apenas a parte visível do rombo, tal como rombo foi feito sempre para assemelhar-se a iceberg. Uma parte minúscula, visível; outra, a do leão, invisível ou desapercebida." A. Coutinho  Para acessar o texto completo, clique em Um ano quase novo e o paraíso chamado Brasil

A história da aceitação política das hidrelétricas do rio Madeira – Parte 1

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A história da aceitação política das hidrelétricas do rio Madeira – Parte 1[1]
Finalmente, aparadas todas as arestas, Furnas e Odebrecht apresentaram os Estudos de Inventário do rio Madeira para a Aneel, em 20 de novembro de 2002, nos quais apontaram os Aproveitamentos Hidrelétricos de Santo Antônio e Jirau. Os estudos foram aprovados em 17 de dezembro do mesmo ano, em tempo recorde. Tal urgência se justificaria, pois em 1º de janeiro de 2003 o novo governo, eleito em novembro de 2002, assumiria o poder.
Em 16 de janeiro de 2003, logo depois da posse de Luiz Inácio Lula da Silva como Presidente da República, Furnas e Odebrecht receberam da Aneel o registro ativo para a realização dos Estudos de Viabilidade e iniciaram os trabalhos de campo. 
Telma Monteiro
Santo Antônio e Jirau
Em 1999, as Furnas Centrais Elétricas S.A. e a Construtora Norberto Odebrecht S.A. (CNO) formaram uma parceria para implantar o Aproveitamento Múltiplo de Manso, no estado de Mato Grosso. Dois anos depois, a usina d…

Funai confirma a presença de indígenas isolados em região de impacto das usinas do Madeira

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Elaíze Farias
Expedição da Frente de Proteção Etnoambiental do Madeira (FPEA Madeira) da Fundação Nacional do Índio (Funai) confirmou a presença de índios isolados em uma área da Terra Indígena Katauixi/Jacareúba, no Estado do Amazonas, entre os municípios de Lábrea e Canutama, na divisa com Rondônia.

Feliz Natal, mas sem Belo Monte, sem corrupção, sem autoritarismo, sem...

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Telma Monteiro
Faço votos que as autoridades brasileiras tenham um momento de reflexão enlevados pelo clima especial ao lado daqueles que eles mais amam. Que longe do dia a dia da responsabilidade de que foram ungidos, seja pelo voto, seja pela escolha de um eleito, quando são apenas parte de sua família, possam fazer um mergulho sincero nos motivos que os levam a tomar decisões. Decisões que mexem com a vida de pessoas, com a natureza, com o futuro deste país. Decisões que podem fazer a história ser boa ou amarga, ressaltar a ética ou a corrupção. Decisões que, antes de tudo, são para o Brasil e não para uns poucos.  Foto: ascriasdaelba.blogspot.com

O Movimento Xingu Vivo para Sempre somos todos nós

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Mensagem de Natal e de agradecimento do Movimento Xingu Vivo para Sempre


Havia um tempo em que o Xingu era só um rio. O mais belo e precioso de todos, para quem mora nas suas barrancas, mas para muitos dos demais, apenas um nome. Foi então que, há mais ou menos dez anos, o governo ressuscitou o cadavérico projeto de Belo Monte.
No começo, os xinguanos se alarmaram, e custaram a acreditar.  Mas a ameaça cresceu, foi tomando forma, até que o “Belo Monstro” começou a fazer suas vítimas. À força, foi tomando as terras dos agricultores, seus caminhões foram cobrindo de sujeira e desassossego as comunidades, jogou índios contra índios, despejou os mais pobres de suas casas, trouxe violências, e foi tão brutal, que a resistência passou a exigir forças que às vezes pareciam se esgotar.
Mas então, pouco a pouco, “Xingu” deixou de ser apenas um conceito vago para os que desconheciam o rio. As notícias dos crimes de Belo Monte começaram a chegar às cidades, atravessaram os mares e foram bater em ou…

Dia de Luta Contra Belo Monte, em São Paulo

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Vídeo mostra o Dia de Luta Contra Belo Monte e o Novo Código Florestal, 17 de dezembro, em São Paulo. Produção independente de Rodrigo Guim




No dia 17 de dezembro de 2011, Dia de Luta Contra Belo Monte, vários movimentos de São Paulo organizaram um ato público que começou na Avenida Paulista, desceu a Rua Augusta e terminou na Praça da República. O ato contra a UHE Belo Monte também foi pautado pelo protesto contra o Novo Código Florestal. Ele contou com a presença de índios Guarani, Kalapalo e um Kayapó. Houve encenação da queda ou quebra de Belo Monte. A organizacão foi do Movimento Brasil Pelas Florestas.

A produção do vídeo independente é de Rodrigo Guim, ecólogo, antropólogo, documentarista e fundador do Instituto Prónesis de Audiovisual e Mudança Social, também membro do Brasil Pelas Florestas

Energia e Sustentabilidade, 21 de dezembro

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Energia e Sustentabilidade desta semana traz 24 colaboradores do Twitter e atualizações sobre energia e meio ambiente, entre os dias 14 e 21 de dezembro. Para ter acesso ao jornal na íntegra clique AQUI




Linhas de transmissão do futuro: Dançando com a Natureza

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Telma Monteiro
HDA criou uma nova tecnologia de construção para torres de transmissão que foi usada pela primeira vez na Passarela Olímpica de Turim, Italia. O projeto chamado de Dancing with Nature foi resultado de um concurso de desenho para torres de transmissão de energia de alta voltagem que além da preocupação estética deveria ter qualidade técnica e um mínimo impacto visual no meio ambiente.
A proposta vencedora foi inspirada na natureza para derrubar esse visual agressivo das grandes e assustadoras estruturas de ferro das atuais torres de transmissão.  O desafio da competição estava na contradição de usar uma estrutura artificial para representar a natureza e criar um símbolo tecnológico de compatibilidade e simbiose do homem com o ambiente.
A inspiração se deu a partir da observação de brotos de uma árvore jovem que têm flexibilidade para suportar tensão provocada pelos ventos.  As superfícies triangulares da "torre" têm uma força elástica e refletem luz com elegância…

Obras de Belo Monte ameaçam Terras Indígenas

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Como é que a Norte Energia, juízes, AGU, governo, Ibama, Funai podem afirmar que as Terras Indígenas Paquiçamba e Arara da Volta Grande não serão afetadas pelos impactos de Belo Monte? O desenho acima é claro quanto às distâncias e foi retirado de documentos oficiais da NESA e, inclusive, fiz questão de manter a escala que está na legenda. Não deixa dúvidas da proximidade.

Começa pelas obras no sítio Pimental que estão cerca de 6 quilômetros, apenas, da Paquiçamba. As obras do reservatório dos canais estarão a menos de 7 quilômetros. O agravante, no caso do reservatório dos canais, está no fato que serão construídos dezenas de diques próximos às margens do rio Xingu. 


Se considerarmos as proporções e a abrangência das interferências dos canteiros de obras veremos que essas distâncias, além de insignificantes, tendem a diminuir, seja pelas vias de acesso, seja pela presença dos operários que são estranhos à região. Ontem divulguei uma imagem das escavações no sítio Belo Monte para se ter…

Indústria do alumínio: A floresta virada em pó

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Reportagem produzida pelo Núcleo Amigos da Terra Brasil mostra casos de destruição social e ambiental que empresas transacionais provocam nos Estados do Pará e Maranhão, onde está concentrada mais de 80% da bauxita explorada no Brasil. O alumínio é uma das principais commodities brasileiras e o país é o 6º produtor mundial do metal, atrás da China, Rússia, Canadá, Austrália e EUA. O Brasil possui a terceira maior jazida de bauxita do mundo e é o quarto maior produtor mundial de alumina. (Carta Maior) Por Bruna Engel, do Núcleo Amigos da Terra Brasil
Violação aos direitos humanos e degradação da natureza andam juntos quando o tema é territórios ocupados pelas corporações de mineração e produção de alumínio. Tão útil e adaptado aos modos de vida moderno, por ser leve, macio e resistente, esse metal esconde um processo industrial penoso e degradante. A reportagem cinematográfica publicada aqui, produzida pelo Núcleo Amigos da Terra Brasil e realizada por André de Oliveira (Coletivo Catarse…

Hidrelétricas na Amazônia: energia limpa?

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Hidroeléctricas en la amazonía ¿energía limpia?
Confira neste vídeo maravilhoso, com desenhos singelos de traços simples, como se dão os impactos ambientais em rios barrados na Amazônia.


Enviado porAnchovetaCSAem05/10/2011

Las grandes hidroeléctricas en la amazonía interrumpen los ciclos naturales del río y provocan la muerte de peces y tortugas, así como la erosión y la liberación de gases de efecto invernadero.
¡Los ríos amazónicos son ecosistemas, no son canales de agua!

Observatório de Investimentos na Amazônia: hidrelétricas

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As Hidrelétricas do Madeira: as lições não aprendidas que se repetem em Belo Monte


Este Estudo analisa as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e o sistema de transmissão de 2375 km e, no final, faz uma comparação entre a construção política do Complexo Madeira e da hidrelétrica de Belo Monte.

Clique AQUI para baixar o estudo completo em PDF






O "Complexo econômico financeiro do Madeira"
Esta nota tem o objetivo de provocar reflexão sobre aspectos econômico-financeiros dos investimentos que compõem as obras do Complexo Madeira: Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio.
Os dados trazidos pelo Observatório até aqui evidenciam que, sob o ponto de vista dos riscos derivados do projeto, da sua construção e processo de licenciamento, há de fato uma elevada pressão - de caráter público e privado - , que envolve bancos, órgãos públicos, empresas, lobistas e gestores, para que não haja qualquer tipo de prejuízo ao cronograma das obras e de sua entrada em operação. É também sob o desígnio da…

Energia e Sustentabilidade, 14 de dezembro

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Energia e Sustentabilidade, hoje com 26 colaboradores incríveis! Resumo de todos os fatos da semana: Belo Monte, indígenas, Código Florestal, energia e novas hidrelétricas e a campanha "Belo Monte, com meu dinheiro não!" Clique AQUI ou na imagem abaixo para ler Energia e Sustentabilidade na íntegra


Belo Monte, caras pálidas e lenha na fogueira

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Por Otávio Rodrigues para Ponto de Pauta
O vídeo produzido por estudantes paraenses, lançado essa semana na rede de internet [AQUI] ajudou a jogar mais lenha na ardente fogueira que envolve a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Contrários à obra, que consideram uma “maracutaia política”, resolveram partir para o ataque, criticando a postura de alguns estudantes que teriam gravado um vídeo sob encomenda da NESA, consórcio responsável pela obra. “Até uns bundões resolveram meter o bedelho” diz um dos estudantes. Os tiros verbais foram dirigidos principalmente contra o governo brasileiro, a quem acusam de terem o “rabo preso” com grupos econômicos.

Golpe baixo

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Por Joaquim Maia Neto
Opinião Sustentável
É impressionante como o poder do capital supera divergências ideológicas e rivalidades políticas. A revista Veja, um dos mais tendenciosos veículos de imprensa do país, é capaz de se alinhar com o governo quando o assunto é a defesa dos interesses das empreiteiras, do agronegócio e das petroleiras. É o que podemos deduzir da edição distribuída neste domingo (nº 2246), com três matérias “ambientais” na sequência (páginas 140 a 152). Em uma das matérias a revista afirma, referindo-se ao código florestal aprovado recentemente nas comissões do Senado, que “O novo código é o primeiro passo para conciliar preservação e desenvolvimento econômico”. Em outra, destaca cientistas que fraudaram pesquisas que associam o aquecimento global à atividade industrial, mas omite uma infinidade de estudos sérios que indicam a natureza não natural do aumento de temperatura que testemunhamos nos dias de hoje. Mas é a matéria de capa que será tratada neste artigo.
A pub…

Abaixo-assinado contra a arbitrariedade da AGU quanto ao procurador Felício Pontes

Para entender a Petição abaixo: A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Conselho Nacional do Ministério Público, no último dia 7/12,  afastamento e substituição do procurador Felício Pontes, do Ministério Público Federal do Pará, dos processos que envolvem a construção de Belo Monte, no rio Xingu, e de São Luiz, no rio Tapajós. A reclamação tem como base vídeos divulgados no YouTube, gravados em outubro da terra indígena Tricheira Bacajá, no Xingu, e entrevistas de Felício Pontes defendendo os direitos dos Povos Indígenas frente às hidrelétricas. Acusado de ter um comportamento “parcial, pessoal e inadequando ao exercício do cargo”, o Procurador afirmou, segundo O GLOBO do mesmo dia 7: ”Cabe pela Constituição aos procuradores a defesa dos direitos dos povos indígenas. Se estou na aldeia, vendo a consequência de Belo Monte sobre uma etnia com mais de 700 índios, não poderia deixar de alertá-los de que as compensações oferecidas pelo governo e pelo Consórcio Norte Energia (construtor …

Novo vídeo sobre Belo Monte: conhecimento e conteúdo

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Novo vídeo do Movimento Gota D'Água em resposta aos vídeos medíocres dos estudantes da Unicamp e Unb.


Nessa nova produção, estudantes e moradores de Altamira, região onde está sendo construída a hidrelétrica Belo Monte, mostram conhecimento e conteúdo.

"Pimenta nos olhos dos outros é refresco"

Campanha “Belo Monte: com meu dinheiro não!

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O que o seu banco tem a ver com a expulsão de mais de 20 mil pessoas de suas casas e terras, o alagamento de uma área maior que a cidade de Curitiba e a destruição de um rio na Amazônia? Tudo. Ou nada. Depende de você.
Esse é o tema da campanha: “Belo Monte: com meu dinheiro não!”, que está sendo lançada nesta quinta, 8, pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre e organizações parceiras. A campanha visa incentivar a sociedade brasileira a pressionar bancos públicos e privados a não participarem do financiamento da hidrelétrica de Belo Monte, projetada em um dos trechos de maior biodiversidade no rio Xingu, no Pará.
Belo Monte, assim como todas as grandes obras do PAC, depende financeiramente de um enorme empréstimo do BNDES para se viabilizar. O banco, que prometeu financiar 80% da obra, no entanto, não pretende assumir sozinho os riscos dessa operação. Boa parte dos recursos poderá ser transferida para outros bancos, privados e públicos, que deverão assumir parte dos contratos, podendo ser…

Manifesto indígena contra as hidrelétricas Teles Pires, São Manuel, Foz do Apiacás, Colíder e Chacorão

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Terra indígena Kayabi, 30 de novembro a 01 de dezembro de 2011
À Presidente da República, Exa. Sra. Dilma Rousseff; Ao Ministro de Minas e Energia Edison Lobão; Ao Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo; À Ministra da Casa Civil Gleisi Helena Hoffman; À Ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira; À Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; À Secretaria Geral da Presidência da República; Ao Ministro do Planejamento Guido Mantega; Ao Presidente da FUNAI Márcio Meira; À Empresa de Pesquisa Energética – EPE; A Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL; A Agência Nacional de Águas – ANA; Ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN; Ao IBAMA; A SEMA; Ao Ministério Público Federal; Ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso; À Companhia Paranaense de Energia – COPEL; À Companhia Hidrelétrica Teles Pires/SA.
Manifesto Kayabi, Apiaká e Munduruku contra os Aproveitamentos Hidrelétricos no Rio Teles Pires
Nós povos indígenas Kayabi, Munduruku e Api…