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Mostrando postagens de Agosto, 2011

Hidrelétricas planejadas para o Brasil

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Para baixar o relatório das hidrelétricas planejadas no Brasil, clique aqui 

Marimop Suruí Paiter, um sobrevivente que ajudou a reerguer sua Nação

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Marimop Suruí Paiter, um sobrevivente que ajudou a reerguer sua Nação A Nação Surui Paiter fica órfã de um grande homem, uma pessoa que carregava consigo um balaio de conhecimento sobre suas tradições, respeito à natureza e adaptação às bruscas mudanças em sua cultura impostas pelo contato compulsório com o mundo ocidental eurocêntrico.
Marimop Surui Paiter viveu no planeta Terra por mais de oitenta anos, não se sabe ao certo em que ano nasceu, isto não parecia importante para ele. Tempo suficiente para apreender as formas, ritos e sons de uma sociedade onde o bem estar coletivo era prioridade.
À época do contato com os "brancos", Marimop já deveria ter quarenta e poucos anos, se pudéssemos ver, assitiríamos em seus olhos suas memórias dos tempos em que, com os seus, às margens de algum rio Amazônico, quando participava do Mapimaí (ritual de purificação inter-clãns Surui Paiter). Quando se defendia dos ataques de outros povos que eventualmente cruzavam os mesmos caminhos e inte…

"À margem do Xingu - Vozes não consideradas" (Trailer)

“À Márgem do Xingu – Vozes Não Consideradas” Em viagem pelo rio Xingu encontramos inúmeras pessoas, moradores de toda uma vida, que serão atingidos pela possível construção da hidrelétrica de Belo Monte. Relatos de ribeirinhos, indígenas, agricultores, habitantes da região de Altamira na Amazônia, assim como especialistas da área compõem parte deste complexo quebra-cabeça. São reflexões sobre o passado obscuro deste polêmico projeto e que elucidam o futuro incerto da região e destas pessoas às margens do Xingu. Direção: Damià Puig
Fotografia: Bruno Assis
Produção: Rafael Salazar
Ass. Direção: Janaína Welle
Montagem: Heliós Vega e Cauê Nunes
Som: Cristal Estudios
Finalização: Base Paulínia Filmes
Coord Distribuição Europa: Rafaela Paiva
Coord Distribuição Brasil e EUA: Pedro Ribeiro
Ass. Produção: Carolina Rodrigues, Bruna Kassis, Flavia Ramos & Zeus Moreno
Montagem Teaser: Cels Sans Fonte: Produtores.tv.br

Hidrelétricas ameaçam indígenas Munduruku na bacia do rio Teles Pires (Parte II)

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Na verdade, o governo está com pressa porque as energias alternativas – solar fotovoltaica e eólica – estão ganhando espaço, rapidamente, no Brasil e no mundo. A energia vendida no último leilão de eólica ficou em menos de R$ 100 o MWh.
Empresas barrageiras, públicas e privadas, mantidas por um esquema de coronelismo do século XXI, que constroem grandes e pequenas barragens, estão exigindo mais celeridade no processo de licenciamento ambiental das hidrelétricas. Querem garantir rapidamente a total exploração do potencial da Amazônia, antes que as alternativas verdadeiramente limpas ocupem o mercado.  
Já não há mais como aceitar a construção de hidrelétricas que desalojam, ameaçam povos indígenas e destroem a biodiversidade. A sociedade está cara a cara com os problemas sociais e ambientais, nas obras das usinas do Madeira e Belo Monte, agora expostos sem o filtro dos falsos programas de compensação e mitigação.

Belo Monte: genocídio anunciado

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Artigo escrito por J. Sulema Mendes de Budin[1]
Srs. presidentes do IBAMA e da Chesf - a minúscula é intencional, porque proporcional as suas “dimensões” como instrumentos de terceiro escalão desse “desgoverno”, que afronta os direitos mais básicos dos cidadãos.
Sr. Curt, ao confirmar de viva voz para a jornalista australiana o que todos os que conhecem as táticas e estratégias da indústria barrageira e seus acólitos já sabem, anunciando o genocídio dos índios (e demais opositores a essa barragem criminosa e desnecessária, como os ribeirinhos, os pescadores e as pulações tradicionais) que serão tratados “como os aborígenes” foram, na Austrália, se posicionou claramente dentro das técnicas reacionárias e neo-nazistas, que ignoram os direitos mais fundamentais do ser humano.

Três hidrelétricas ameaçam indígenas no rio Teles Pires

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Telma Monteiro
No dia 19 de agosto o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) expediu a Licença de Instalação (LI) da hidrelétrica Teles Pires a ser construída no rio Teles Pires. Ela é uma das seis hidrelétricas inicialmente planejadas nesse rio. O mais curioso é que quatro delas estão sendo licenciadas pelo Ibama e outras três, Sinop, Colíder, Foz do Apiacás e Magessi (esta última já excluida do complexo), pela Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso (SEMA).
No dia anterior, 18 de agosto, o Ibama havia publicado o aceite do EIA/RIMA da Usina Hidrelétrica (UHE) São Manoel, mais uma hidrelétrica também no rio Teles Pires. Os estudos ambientais do projeto da UHE São Manoel estão sendo analisados no Ibama, mas num processo independente da UHE Teles Pires. O outro projeto, UHE Foz do Apiacás (que será licenciado pelo estado do MT e não pelo Ibama), está planejado para ser construído na foz do rio Apiacás no Teles Pires bem ao lado da UHE São Mano…

Sob chuva, mais de mil protestam contra Belo Monte em São Paulo

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Por Xingu VivoApesar da chuva que, desde a madrugada, acinzentou São Paulo neste sábado, 20, cerca de mil manifestantes tomaram a Avenida Paulista a parti das 14:30 para protestar contra a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.


Quarto ato contra a usina a ser realizado na capital paulista, a manifestação deste sábado fez parte do Dia Nacional de Luta contra Belo Monte, convocado de forma descentralizada por ativistas e movimentos autônomos em cerca de 15 cidades.

Reações ao início da construção de Belo Monte

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Excelente síntese de Global Voices, sobre Belo Monte, publicada hoje, 20 de agosto.
Povos indígenas e ribeirinhos da região da Volta Grande do Xingu, que serão afetados diretamente pela barragem da usina, e pessoas por todo o país protestaram contra o projeto, mas não conseguiram convencer o governo. As obras de Belo Monte foram iniciadas no final de junho, e essa será possivelmente a terceira maior hidrelétrica do mundo.
A Agência Brasil publicou em 1º de julho que as obras haviam sido iniciadas desde o dia 23 de junho. Em 7 de julho de 2011, a organização Xingu Vivo esteve no local para acompanhar de perto as movimentações e comunicou pelo Twitter:
@xinguvivo: São 40 homens trabalhando desde a semana passada e a expectativa p/ a próxima semana é de que serão 400. E + 40 máquinas novas. #BeloMonte
Nesse dia, observaram dez tratores realizando a terraplanagem no local designado para o alojamento dos trabalhadores da usina. Um dia antes, em 6 de julho, 300 mulheres vindas de várias partes d…

Belo Monte: protestos contra usina prometem reunir milhares no Brasil e no exterior

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Atos exigirão paralisação da hidrelétrica por altos custos sociais e ambientais, na semana em que o MPF impetrou a 13ª Ação Civil Pública contra Belo Monte, por danos irreversíveis à natureza e conseqüente deslocamento de comunidades indígenas
Em uma grande iniciativa autogestionada, cerca de 15 cidades no Brasil promovem, neste sábado, 20, protestos contra a hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.
Iniciativa que se apropriou do método de mobilizações via redes sociais, o Ato Nacional em Defesa dos Povos, da Floresta e dos Rios da Amazônia – contra Belo Monte contou com o empenho de inúmeros movimentos e ativistas locais, mas houve uma tentativa de interconexão para dar um caráter unificado ao protesto.
Em São Paulo, onde o Movimento Brasil pela Vida nas Florestas já realizou outras três manifestações contra Belo Monte e o novo Código Florestal nos últimos meses, estão sendo esperadas cerca de 4 mil pessoas na Avenida Paulista, entre elas vários grupos indígenas do estado.
O protesto também …

Direito das futuras gerações e direito da natureza, violados por Belo Monte

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É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua populacão, ou no interesse da soberania do País, após deliberacão do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco. (d.n.). CF, Art. 231, §5°  Telma Monteiro
Uma nova e inédita Ação Civil Pública foi ajuizada pelo Ministério Público Federal do Pará e tem por objeto impedir a construção de Belo Monte e provar que a destruição da biodiversidade no trecho da Volta Grande do Xingu levará à inevitável remoção de povos indígenas, expressamente vedada pela Constituição Federal. Está assegurada na Constituicão, a permanência dos indígenas em suas terras tradicionalmente ocupadas e a preservacão de suas culturas milenares indispensáveis à manutencão de sua identidade.
Os procuradores questionam o desvio das águas na Volta Grande do Xingu de “importância biológica extremamente alta” que afetará o…

MPF pede paralisação das obras de Belo Monte para evitar remoção de índios

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É o primeiro processo no judiciário brasileiro que aborda o direito da natureza, irreversivelmente afetada pelas barragens na Volta Grande do Xingu

O Ministério Público Federal iniciou hoje um processo judicial pedindo a paralisação das obras da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará.  Na ação, os procuradores da República apontam a inevitável remoção de povos indígenas – o que é vedado pela Constituição – e discutem, pela primeira vez no judiciário brasileiro, o direito da natureza.

União dos Povos das Florestas em defesa do Xingu

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Solidariedade entre os povos - ATO CONTRA BELO MONTE  no Grande Encontro dos Povos em Manaus
Ontem ,dia 16 de agosto de 2011, iluminados por uma belíssima Lua Cheia, chamando para a União dos Povos das Florestas, saíram em marcha os centenas de indígenas participantes  do  Grande Encontro dos Povos – Saberes, Povos e Vida Plena em Harmonia com a Floresta”

Xingu – Na flecha e no samba

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Publicado por pontodepauta
Neno Freitas (*)
“Deixe nossa mata sempre verde…Deixe o nosso índio ter seu chão…” Foi com este refrão que o Brasil todo cantou no ano de 1983, que O G.R.E.S Mocidade Independente de Padre Miguel denunciou a cobiça do homem branco pelo Xingu. E nós representantes da Associação dos Sambistas do Pará, 28 anos depois, nos apropriamos dessa imortal obra para denunciarmos que o governo brasileiro está a ponto de cometer um erro impagável. Pois segue ensandecido, sem ouvidos, sem argumentos, sem decência e sem medir conseqüências, rumo a um destino sinistro.

Grandes e polêmicas obras serão chamadas, no Brasil, a ‘salvar’ o capitalismo global

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Escrito por Valéria Nader, da redação. Colaborou Gabriel Brito, da redação Publicado em 11 de Agosto de 2011, no Correio da Cidadania
Enquanto o capitalismo global dá mostras inequívocas de ter adentrado no segundo e esperado momento de crise e exaustão, após o estouro detonado pelas hipotecas ‘subprime’ nos Estados Unidos em 2008, o capitalismo à brasileira caminha a passos largos. Uma das áreas na qual vem há anos atuando de modo contundente, afinado com seguidos governos, e contando com a sua cumplicidade, é no setor elétrico. Oswaldo Sevá Filho, engenheiro mecânico, doutor em Geografia e docente da Universidade Estadual de Campinas, entrevistado do Correio da Cidadania, é um conhecido e contumaz crítico das grandes obras hidrelétricas que estão sendo tocadas Brasil afora, a exemplo de Santo Antonio e Jirau, no rio Madeira, e Belo Monte, no rio Xingu. Trata-se de empreendimentos originários de uma visão que nem poderia ser gravada como desenvolvimentista, mesmo que a qualquer custo, …

Governo Dilma reduz o tamanho de três parques nacionais por meio de medida provisória

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Publicado no blog Língua Ferina
De forma inédita e abrindo caminho para intensificar novos grandes empreendimentos na região amazônica, o governo federal publicou hoje a redução de três unidades de proteção integral da natureza. 
Por meio de medida provisória número 542/2011 assinada pela Presidente da República, Dilma Rousseff e pelos ministros do desenvolvimento agrário (Afonso Florence) e do meio ambiente (Izabella Teixeira), três parques nacionais localizados na Amazônia tiveram suas portarias de criação alteradas e áreas que antes estavam destinadas à proteção ambiental agora poderão ser apropriadas por particulares (incluindo mineradoras) ou inundadas por lagos de hidrelétricas.

Dia Internacional de Ação para Defender a Floresta Amazônica

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Dia Internacional de Ação
para Defender a Floresta Amazônica
20/22 de Agosto de 2011No Brasil, o protesto nacional será no sábado, 20 de agosto.O protesto Internacional será segunda-feira 22/08, dia útil, para que as embaixadas e os consulados estejam funcionando.

Nos últimos dois meses, os brasileiros testemunharam atentados alarmantes contra a Floresta Amazônica e as pessoas que lá vivem.

"Belo Monte é um compromisso do governo federal com empreiteiras e grupos políticos"

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by pontodepauta
Dion Monteiro é representante do Movimento Xingu Vivo para Sempre, que luta contra a construção da usina de Belo Monte. É economista do Instituto Amazônia Solidária e Sustentável (IAMAS) e mestre em Planejamento de do Desenvolvimento pela UFPA. Nesta entrevista, Monteiro explica as conseqüências da usina para o meio ambiente e as comunidades indígenas e ribeirinhas, e revela os verdadeiros interesses por trás do projeto.
Portal do PSTU: Quais os principais impactos sociais, econômicos e ambientais da construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte?

Belém intensifica mobilização para o ato mundial contra Belo Monte

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by pontodepauta
O Comitê Metropolitano do Movimento Xingu Vivo anunciou no início da noite (11.08) a sua programação local para o ato mundial contra Belo Monte, que ocorrerá em vários estados brasileiros.
O ato do dia 20 de agosto terá início às 8 da manhã, na Praça da República, em frente ao Teatro da Paz e seguirá até o Ver-o-Peso, considerada a maior feira livre da América Latina, às margens da baía do Guajará.
O Comitê anunciou também a participação da Coluna Xingu Vivo na Jornada Nacional de Lutas, que terá início no próximo dia 17 de agosto e que será marcada por uma série de atos de protestos contra o governo brasileiro.

Um olho em Belo Monte, outro em Três Gargantas

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por Regina Scharf, De lá pra cá
Agora que o Ibama deu sinal verde para a construção de Belo Monte e que os emprendedores da obra levantaram 1 bilhão de reais junto ao BNDES, que tal checar a quantas anda outro projeto hidrelétrico gigantesco e polêmico, a usina chinesa de Três Gargantas?

O diário Christian Science Monitor acaba de publicar uma interessante matéria que mostra como muitos dos reassentados chineses – num universo de 1, 3 milhão de pessoas – terão que se mudar novamente, porque suas casas e seu sustento estão ameaçados devido aos impactos da usina, concluída em 2006 no rio Yangtze.


Em março, numa guinada de atitude, o Conselho de Estado chinês admitiu que a maior hidrelétrica do mundo causou problemas sociais e ambientais e poderia levar a um desastre geológico. As águas do Yangtsé estão cada vez mais poluídas – o fluxo da água a montante é lento e não consegue arrastar o lixo – e os deslizamentos de terra perto da barragem tornaram-se mais frequentes.

Ministério Público Federal ajuiza ação para proteger bacias hidrográficas brasileiras

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Segundo a ação, o modo como vem sendo avaliado o impacto para geração de energia elétrica em cursos d'água é parcial e não reflete os riscos ambientais
Preocupado com problemas na metodologia adotada para avaliação de impactos ambientais e socioeconômicos na geração de energia elétrica em rios brasileiros, o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) propôs uma ação civil pública contra o Ministério de Minas e Energia (MME), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Eles descumpriram exigências constantes em termo de compromisso firmado em 2004, que orientou como devem ser os estudos para avaliar o potencial hidrelétrico em bacias hidrográficas brasileiras. O foco do termo de compromisso é que seja elaborado um método de estudo capaz de diagnosticar, de maneira integrada, as reais consequências da geração de energia elétrica em bacias hidrográficas brasileiras.